Um pouco depois

é sempre longe demais

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The Best a Man Can Get

O quanto me ri com este livro…

Uma bastante agradável surpresa. Ok, eu sei que as críticas ao livro já referiam o grande sentido de humor e as situações caricatas que o leitor iria encontrar, mas o livro superou qualquer expectativa que tinha em relação a ele. E o mais engraçado é que, mais uma vez, era um daqueles livros que andava esquecido há anos aqui na estante, claro.

Gosto de ler em inglês, gosto do sentimento que a língua inglesa transmite ( pudera-me ter a mesma sensação em relação ao francês ). Para uma questão de comparação, já li livros do mesmo autor em inglês e português e o sentimento não é o mesmo.

Quanto à história propriamente dita, esta gira em torno da vida dupla de Michael Adams, um compositor de músicas para anúncios publicitários. No norte de Londres vive o Michael Adams, 30 anos, casado com Catherine, ex-actriz, marido extremoso, pai de dois filhos e à espera de um terceiro. Do outro lado do Tamisa, como o próprio gosta de referir, mora num apartamento com mais três amigos um Michael Adams que leva vida de solteiro.

A vida dupla de Michael começa logo após o nascimento da primeira filha, Millie. Michael sempre achou que era demasiado cedo para ter filhos e quando Millie nasce, este apercebe-se que não está preparado, encontrando assim um escape no apartamento alugado no Sul de Londres. Dando como desculpa o trabalho fora da cidade, Michael refugia-se por uns dias  no seu cantinho secreto onde ninguém suspeita que é casado. De volta a casa após o asssentar da poeira, o marido dedicado vem ao de cima.

Mas Michael sabe que esta vida dupla não durará para sempre e as peripécias sucedem-se em catadupa até à descoberta da verdade. Num acto de desespero, por não aguentar mais a mentira que vive, Michael escreve uma carta ao pai onde conta tudo o que tem feito, carta esta que vai parar às mãos erradas: as da esposa Catherine.

Este foi sem dúvida o livro mais bem disposto  que li até ao momento, este ano, superando o anterior ‘Money’ de Martin Amis. É um daqueles livros impossíveis de não gostar e que nos deixa com aquele sorriso parvinho na cara. Escrito de uma forma despretensiosa, com muita ironia, leva o leitor num suspense hilariante até à página final. Final mesmo! E se todo o livro é de ir às lágrimas, para o final estava reservado a estacada triunfante. Catherine revelou-se uma excelente actriz…

Esta é a edição em inglês que li, e a que aconselho, pois muitas das piadas em inglês perdem a graça em português, ou o seu efeito não é o mesmo com a tradução mas para quem quiser ler a edição em português pode sempre encontrar a mesma aqui, numa edição da Editorial Presença.

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The best a man can get

“I found it hard woring really long hours when i was my own boss. The boss kept giving me the afternoon off. Sometimes he gave me the morning off as well. Sometimes he’d say ‘Look, you’ve worked pretty har today, why don’t you take a well-earned rest tomorrow.’ If i overslept he never rang me to ask where i was; if i was late to my desk he always happened to turn up at exactly the same time; whatever excuse i came up with, he always believed it. Being my own boss was great. Being my own employee was a disaster, but i never thought abaut that side of the equation.”

Ainda só li um capítulo ( cerca de 30 páginas ) mas estou a gostar bastante. É sobretudo divertido. Conta a história de Michael Adams, que compõe músicas para anúncios publicitários e leva uma vida dupla.

Este é mais um dos livros que habitavam a estante cá de casa mas que ainda não tinha sido alvo da minha leitura até ao momento.

Don’t ask me why!

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